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Conceito e Assistência de enfermagem.Resumo da aula.05-03-2012. 9º DIA DE AULA


05-03-2012. 9º DIA DE AULA

Resumo da aula.
Conceito e Assistência de enfermagem.
  1. Balão Intra-aórtico.
  2. Swan-Ganz.
  3. Marcapasso.
  4. Infarto do Miocárdio.
  5. Monitorização.

 

1.            Balão Intra-aórtico. BIA.
  • O balão Intra-aórtico é um dispositivo utilizado para aumentar o fluxo de sangue que chega até as artérias do coração (artérias coronárias), melhorando a sua irrigação e o seu desempenho, já que este órgão desempenha a função de uma bomba propulsora de sangue. É um cateter, que possui um balão em sua extremidade, que é introduzido até a principal artéria do organismo, a artéria aorta (por isso recebe o nome de balão Intra-aórtico).
  • Funcionamento: O balão Intra-aórtico funciona por contrapulsação, ou seja, ele insufla apenas quando o coração relaxa. Desta forma, há um aumento do fluxo de sangue para as artérias coronárias. O balão Intra-aórtico desinsufla, quando o coração contrai e, desta forma, aumenta o fluxo do sangue para fora do coração. Seu funcionamento é controlado por um computador, acoplado ao monitor cardíaco do paciente, permitindo uma sincronia entre o balão e as fases de contração (sístole) e de relaxamento (diástole), do coração.
  • Instalação: O procedimento de instalação do balão Intra-aórtico é simples, sendo realizado, em geral, apenas com uma anestesia local (o paciente permanece consciente durante toda a intervenção). Em situações específicas, de acordo com a gravidade do quadro do paciente, poderá ser necessário o uso de uma anestesia geral. O balão é introduzido por uma artéria calibrosa, a artéria femoral, localizada na região da virilha. Após a anestesia, um cateter contendo um balão em sua extremidade é introduzido na artéria femoral e posicionado na artéria aorta. Este cateter é então conectado a um módulo externo, responsável pela insuflação do balão, sincronizada com o ciclo cardíaco (contração e relaxamento do coração). O posicionamento do cateter na aorta e as suas insuflações, não causam dor ou desconforto. 
  • Indicações: O balão Intra-aórtico costuma ser indicado após um quadro de infarto do miocárdio, quando o paciente desenvolve uma complicação grave , chamada de choque cardiogênico (falência cardíaca, acarretando queda significativa da pressão arterial e da irrigação sanguínea para os tecidos do organismo). Em outras situações de risco para o choque cardiogênico (durante uma angioplastia coronariana ou uma cirurgia cardíaca), o balão Intra-aórtico também poderá ser instalado preventivamente. Em pacientes com angina instável grave e que não respondem aos tratamentos convencionais, o balão também está indicado.
  • Contraindicações: As principais contraindicações ao uso do balão Intra-aórtico são: a insuficiência da válvula aórtica (o balão piora esse defeito da válvula), dissecção da artéria aorta, doença vascular periférica severa (que dificulta a introdução do balão e aumenta os risco de isquemia da perna aonde o balão foi introduzido) e, em pacientes com lesão cerebral irreversível (o balão em nada irá contribuir para a evolução desses pacientes com dano cerebral).
  • Riscos: Por se tratar de um procedimento invasivo, a instalação do balão Intra-aórtico acarreta alguns riscos que, geralmente, são justificados pela gravidade do quadro que leva a indicação do seu implante. Os riscos de complicações graves (acidente vascular cerebral ou derrame cerebral, lesão vascular grave e morte), são relativamente baixos, mas dependem da gravidade de cada paciente. A presença de doença arterial obstrutiva periférica (obstruções nas artérias das pernas) aumenta os riscos de complicações vasculares locais (sangramentos e hematomas) e de isquemia (má circulação) da perna, por onde foi introduzido o balão. Devemos ressaltar, entretanto, que esse procedimento deverá ser realizado por uma equipe médica capacitada para atender qualquer tipo de complicação que possa vir a ocorrer.
  • Cuidados: Enquanto o paciente permanecer com o balão Intra-aórtico, o repouso no leito será obrigatório, assim como, a permanência do paciente na unidade de terapia intensiva. O tempo de uso do balão dependerá da gravidade e da evolução do quadro (em geral 24 até 72 horas). Quando não for mais necessário, o balão será retirado, fazendo-se apenas compressão no local da punção.

 

 

2.            Swan-Ganz. Cateter de artéria pulmonar.
Monitorização hemodinâmica e de oxigenação invasivos.

A cateterização da artéria pulmonar (AP) à beira do leito, introduzida por Swan e Ganz em 1970, é, atualmente, procedimento rotineiro nas Unidades de terapia Intensiva. Ele é indicado quando há necessidade de avaliação das variáveis hemodinâmicas (diferentes fatores que regem a circulação (dinâmica) do sangue no organismo) através das medidas seriadas e da monitorização da pressão atrial direita, pressão arterial pulmonar e/ou pressão capilar como nos casos de:

  • Insuficiência cardíaca aguda ocasionada pelo infarto agudo do miocárdio (IAM);
  • Complicações mecânicas do IAM;
  • Infarto do ventrículo direito;
  • Insuficiência cardíaca congestiva refratária (ICC);
  • Choque circulatório ou instabilidade hemodinâmica;
  • Situações circulatórias complexas (ex.: reposição volêmica, no grande queimado);
  • Emergências médicas, como: Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), Sepse, intoxicação por drogas; insuficiência renal aguda; pancreatite necro-hemorrágica.
  • Pacientes de alto risco intra e pós-operatório;
  • Pacientes obstétricas de alto risco: cardiopatas (ex.: estenose mitral); doença hipertensiva específica da gestação (pré-eclâmpsia);
  • Choques de qualquer natureza.
  • Através dele obtêm-se os seguintes parâmetros hemodinâmicos medidos diretamente:
  • PAD (Pressão da artéria pulmonar).
  • Pressão sistólica e Diastólica do VD.
  • Pressões sistólica e diastólica da AP (artéria pulmonar).
  • Pressão do capilar pulmonar.
  • O cateter serve ainda para a colheita de sangue misto para análise gasométrica e oximétrica e para a mensuração do DC (débito cardíaco) através do método de termodiluição.

 

Cuidados de enfermagem:

  • Após a avaliação médica e a indicação do cateter, a enfermagem é responsável pelo preparo do paciente e do material.

Os locais comumente utilizados para a inserção do cateter são:

  • Veia jugular interna
  • Veia subclávia

Portanto, deve-se posicionar o paciente em decúbito horizontal e dorsal, deixando o local escolhido exposto e limpo. O paciente deve ser informado a respeito do procedimento, caso ele esteja consciente.

 

Material necessário

  • Cuba rim;
  • Tesoura; pinça; porta-agulhas e bisturi;
  • Povidine: degermante e alcoólico (utilizar produto preconizado pelo SCIH do hospital);
  • Campo estéril fenestrado;
  • Gaze estéril; Fio 3,0;
  • Seringa de 10 ml; agulha 25X7 cm, lidocaína a 2% sem vasoconstrictor;
  • Kit introdutor (seringa de 05 ml, agulha para punção, fio guia metálico, dilatador, introdutor e camisa protetora estéril);
  • Cateter de termodiluição 7F (cateter de Swan-Ganz), introdutor de cateter com dilatador venoso;
  • Kit de monitorização (transdutor único, extensão rígida, discofix com 03 torneiras);
  • Soro fisiológico (500 e 250 ml); equipo simples (macrogotas), heparina opcional;
  • Seringa com êmbolo protegido;
  • Bolsa pressurizadora, suporte de soluções e suporte para transdutores.
  • Monitor com saídas para ECG e pressões invasivas.
  • Material para curativo

 

 

3.            Marcapasso.
Aparelho eletrônico.

Batimentos auxiliados por estímulos artificiais.

O marcapasso artificial é um aparelho que substitui o marcapasso natural, quando este apresenta defeito (nó sinusal).

Composto de duas partes:

1.            Caixa do marcapasso (gerador) que produz estímulos elétricos e.

2.            Fio de comunicação (cabo-eletrodo), que leva estes estímulos ao coração para garantir os batimentos cardíacos.

O gerador fica localizado embaixo da pele, geralmente no peito, próximo ao ombro. Menos frequentemente, ele pode estar localizado em outras regiões do corpo (barriga ou abaixo da mama).

 

O cabo-eletrodo, que sai do gerador, pode chegar ao coração por uma grande veia e ser fixado na sua parede interna (endocárdico). Também pode ser levado por debaixo da pele e ser fixado no lado externo do coração (epicárdico).

 

Esta fixação pode ocorrer na cavidade superior (átrio direito – marcapasso atrial), na cavidade inferior (ventrículo – marcapasso ventricular) ou em ambas (átrio e ventrículo – marcapasso átrio-ventricular).

 

4.            Infarto do Miocárdio.
O infarto do miocárdio se dá quando o suprimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente. Isso acontece quando uma artéria coronária está contraída ou obstruída, parcial ou totalmente.

Com a supressão total ou parcial da oferta de sangue ao músculo cardíaco, ele sofre uma injúria irreversível e, parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com consequências desde severas limitações da atividade física até a completa recuperação.

 

5.            Monitorização cardíaca.
A monitorização cardíaca é, geralmente, o primeiro procedimento feito na admissão do paciente numa UTI. Não importa qual o estado clínico em que se encontre, enquanto ele estiver UTI. A instalação do monitor cardíaco é feita pela enfermagem.

Objetivos:

Reconhecer e avaliar os possíveis problemas em tempo hábil para que seja estabelecida uma terapia adequada imediata.

TIPOS:

  1. Não invasiva
  2. Invasiva

Finalidades da Monitorização Cardíaca:

Observar a frequência cardíaca, o ritmo cardíaco e o traçado eletrocardiográfico.

Portanto, a monitorização serve para observar as arritmias cardíacas já existentes e prevenir que outras arritmias se instalem, assim como, determinar os efeitos de algumas medicações que o paciente esteja recebendo, como: digitálicos, antiarrítmicos e vasodilatadores.

 

O que é necessário para monitorizar o paciente?

Existem 03 componentes básicos para a monitorização cardíaca:

Monitor cardíaco (existem vários tipos);

Um cabo de monitorização (cabo-paciente, cabo de força e fio terra);

Três a cinco eletrodos.

Outros materiais, talvez, sejam necessários, como: a pasta condutora elétrica (gel) e fita (micropore) para fixar os eletrodos, caso estes não sejam descartáveis; material para tricotomia em pacientes do sexo masculino e, ainda, álcool e gazes, caso a pele seja muito oleosa.

 

 

 

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