PLANO DIÁRIO DE AULA 08/11/2011- Clínica Médica


PLANO DIÁRIO DE AULA 08/11/2011

 

Conceito de Clínica Médica

 

  • É a área hospitalar destinada ao alojamento de clientes adultos com algum tipo de doença orgânica.

 

Objetivo:

 

  • Proporcionar atendimento integral ao paciente físico, psíquico e social.
  • Prevenir e curar as enfermidades, com auxílio de meios clínicos.
  • Promover e manter o bem estar.
  • Proporcionar, em caso de óbito, uma morte digna.

 

Rotinas do setor:

  • Admissão do paciente.
  • Exames médicos e complementares.
  • Alimentação.
  • Visitas.
  • Transferência.
  • Alta.
  • Óbito.
  • Limpeza da unidade.

 

Prontuário do paciente:

 

  • Capa;
  • Anamnese e Exame Físico;
  • Laudo Médico;
  • Ficha de Evolução Médica;
  • Prescrição médica;
  • Relatório de Enfermagem;
  • Folhas de Exames Complementares;
  • Assistência Social;
  • Relatório de Alta.

 

Regras para preenchimento:

  • Evitar erros e abreviaturas, relatando as informações de modo claro, completo, legível e assinando as anotações.

 

Características necessárias para ser Técnico em Enfermagem;

 

  • Demonstrar atenção
  • Iniciativa
  • Paciência
  • Trabalhar em equipe
  • Autocontrole
  • Saber ouvir
  • Compreensão
  • Respeitar paciente
  • Auxiliando os médicos, o Técnico em Enfermagem é o profissional que cuida dos pacientes, tratando-os da melhor forma possível para que a gravidade das doenças possa ser minimizada.

 

Principais atividades de um Técnico em Enfermagem:

 

  • Prestar assistência de enfermagem segura, humanizada e individualizada aos clientes, sob supervisão do enfermeiro, assim como colaborar nas atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas na Instituição.

 

  • Auxiliar o superior na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral, em programas de vigilância epidemiológica e no controle sistemático da infecção hospitalar.

 

  • Preparar clientes para consultas e exames, orientando-os sobre as condições de realização dos mesmos.

 

  • Colher e ou auxiliar o cliente na coleta de material para exames de laboratório, segundo orientação.

 

  • Realizar exames de eletro diagnósticos e registrar os eletrocardiogramas efetuados, segundo instruções médicas ou de enfermagem.

 

  • Orientar e auxiliar clientes, prestando informações relativas à higiene, alimentação, utilização de medicamentos e cuidados específicos em tratamento de saúde.

 

  • Verificar os sinais vitais e as condições gerais dos clientes, segundo prescrição médica e de enfermagem.

 

  • Preparar e administrar medicações por via oral, tópica,  subcutânea, intramuscular,  endovenosa  e  retal,  segundo  prescrição médica,  sob  supervisão  do Enfermeiro.

 

  • Cumprir prescrições de assistência médica e de enfermagem.

 

  • Realizar a movimentação e o transporte de clientes de maneira segura.

 

  • Auxiliar nos atendimentos de urgência e emergência

 

  • Realizar controles e registros das atividades do setor e outros que se fizerem necessários para a realização de relatórios e controle estatístico.

 

  • Circular e instrumentar em salas cirúrgicas e obstétricas, preparando-as conforme o necessário.

 

  • Efetuar o controle diário do material utilizado, bem como requisitar, conforme as normas da Instituição, o material necessário à prestação da assistência à saúde do cliente.

 

  • Controlar materiais, equipamentos e medicamentos sob sua responsabilidade.

 

  • Manter equipamentos e a unidade de trabalho organizada, zelando pela sua conservação e comunicando ao superior eventuais problemas.

 

  • Executar atividades de limpeza, desinfecção, esterilização de materiais e equipamentos, bem como seu armazenamento e distribuição.

 

Desenvolvimento do trabalho diário:

  • A assistência de enfermagem compreende um conjunto de procedimentos que atende as necessidades básicas do indivíduo enfermo. Essas necessidades se modificam de acordo com inúmeras variáveis, incluindo o estado patológico, e, para bem atendê-las, deve-se organizar o trabalho a ser desenvolvido com cada paciente.

 

Como organizar o trabalho:

(A)

  • Conhecer o paciente (conversar com o paciente, consultar o prontuário e anotação de enfermagem);
  • Identificação: nome, idade, sexo, procedência, religião, grau de instrução, estado civil, composição familiar, hábitos e preferências;
  • Comportamento: atitudes, sentimentos em relação à doença e a internação;
  • Dependência em relação à enfermagem;
  • Conhecer a história clínica e o diagnóstico.

 

 

(B)

Conhecer e saber executar os procedimentos que se fizerem necessários, como:

 

  • Controle de: temperatura, pulso, respiração, pressão arterial, peso, diurese, evacuação, escarro, líquidos drenados, soros, drenos, sondas, irrigações.

 

  • Cuidados higiênicos: higiene oral, banho, cuidados com os cabelos, unhas.

 

  • Conforto: coxins, arcos de proteção, recreação, visitas.

 

  • Alimentação: tipo, horários, aceitação, jejum.

 

  • Tratamento e Medicação: tipos, horários.

 

  • Coleta de material para exames.

 

  • Prevenção de complicações e deformidades: mudança de decúbito, mobilização de membros, massagens, exercícios respiratórios, promoção de tosse correta.

 

  • Observação de sintomas e sinais.

 

  • Educação sanitária.

 

Pontos importantes:

 

  • Relatar à Enfermeira e ou Médico as ocorrências relacionadas com o paciente seguindo a orientação dada, quanto à assistência a ser prestada.
  • Fazer as anotações necessárias no prontuário.

 

 

 

PLANEJAMENTO DIÁRIO:

 

  • Verificar escala de Enfermaria e Serviço diário;

 

  • Com as prescrições em mãos anotar em um papel a enfermaria com o nome e leito do paciente;

 

  • Ir até a enfermaria conhecer e identificar os pacientes;

 

  • Verificar as identificações, confirmar com os acompanhantes se houver;

 

  • Anotar se está com SNG/SNE, Traqueostomia, nebulização, AVP e em que membro (salinizado ou com venoclise), Bureta, inalador, aparelho de aspiração, SVD;

 

  • Voltar ao posto: Puxar a medicação e separá-las;

 

  • Verificar se há pedidos de exames na prescrição, mural

 

  • Fazer pedido de: farmácia, material;

 

  • Verificar sinais vitais;

 

  • Auxiliar ou estimular: higiene matinal, café da manhã;

 

  • Administrar as medicações prescritas;

 

  • Encaminhar ao banho de aspersão/realizar banho no leito;

 

Montagem e Manutenção de carrinho de parada.

 

Um Carro de Parada é um armário que contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros, quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos. Com base nessa necessidade, propõe-se a padronização, em quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades, retirando o desnecessário e acrescentando o indispensável, de forma a agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Os tópicos a serem consideradas nessa padronização são: idade da vítima: adulto e/ou infantil; local do evento: Unidade de Internação, Pronto Socorro, entre outros. A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e rotina institucional. Médicos e enfermeiros devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata. Existe uma controvérsia de quem é a responsabilidade da conferência do carrinho, pois o profissional responsável pelas medicações do hospital é o Farmacêutico, porém o Conselho Federal de Farmácia não trata como privativo do profissional farmacêutico a conferência e reposição do Carrinho. Contudo na maioria das Instituições Hospitalares cabe ao Enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.

 

MATERIAIS QUE DEVE CONTER O CARRINHO DE EMERGÊNCIA

 

Material de Proteção: Os equipamentos de proteção individual são: luvas, máscaras, gorros, óculos, aventais, porém no carrinho de parada deve conter luvas, máscaras e óculos.

 

Luva deve se usada sempre que houver possibilidade de contato com o sangue, secreções e excreções, como mucosas ou com áreas de pele não íntegra (ferimentos, escaras, feridas cirúrgicas e outros). As luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. Máscaras, gorros e óculos de proteção devem ser usados durante a realização de procedimentos em que haja a possibilidade de respingo de sangue e outros fluidos corpóreos, nas mucosas da boca, nariz e olhos do profissional; Para que tenhamos uma agilidade no atendimento de PCR, o carrinho deve conter, obrigatoriamente:

Máscara facial do tamanho do rosto do paciente para que a respiração seja eficiente;

Ambú com intermediário para oxigênio conectado (a conexão para o tubo orotraqueal (TOT) deve ficar livre);

 

Fluxômetro com umidificador de oxigênio;

 

TOT (Tubo Oro Traqueal) (um de cada calibre) de preferência descartável, com cuff macio de grande volume e baixa pressão a fim de evitar posterior desconforto, edema, estenose e necrose traqueal. Cada TOT deve ter o seu adaptador com saída, macho 15 mm adaptado. Os tamanhos recomendados para as mulheres são 07, 5-8 e para os homens, 8-8, 05;

 

Xilocaína gel;

 

Seringa de 10 ml para insuflar o cuff, de preferência descartável;
Gases, cadarço, luvas estéreis, pinça Manguil (para facilitar a colocação do tubo endotraqueal), esparadrapo, cânulas de Guedel;

 

Sondas de aspiração (calibre médio e grosso);
Válvula de aspiração com frasco coletor e intermediário adaptados

 

Cabo de laringoscópio com duas pilhas novas (não guardá-las dentro do cabo);

 

Lâminas para o laringoscópio, de diferentes tamanhos e formatos (curva e reta), com lâmpada em bom estado;

 

Seringas, agulhas de aspiração, equipos de soro, abocath e scalp descartáveis, cortador descartável de soro, SF 0,9%, SG 5%; Seringa Equipamento com uma agulha usado por profissionais da área da saúde (ou eventualmente por usuários de drogas) para: inserir substâncias líquidas por via intravenosa, intramuscular, intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intraarticular; retirar sangue; ou ainda, realizar uma punção aspirativa em um paciente. As mais utilizadas em um PCR são: 5 – 10 e 20: seringas maiores (o tamanho aumenta de acordo com o número).

 

Desfibrilador com cabo terra devidamente instalado, acompanhado de gazes e pasta de eletrodos. O desfibrilador da unidade hospital de preferência deve apresentar Monitorização nas Pás, mínimo três derivações. Também pode ser usado em frequencias menos perigosas para fazer o coração voltar ao ritmo normal. Este é um aparelho elétrico com dois eletrodos que são colocados sobre o peito. Ele descarrega eletricidade no coração quando é indicada uma frequencia fatal. O objetivo é dar choques no coração para que ele volte ao normal.

As arritmias fatais incluem Fibrilação ventricular (batimentos cardíacos rápidos, descoordenados e não sincronizados) e Taquicardia ventricular (batimentos cardíacos rápidos que impedem o coração de bombear adequadamente).

 

 

Tábua de parada (prancha de cama):

No leito hospitalar, antes de iniciar a Recuperação Cardiopulmonar Compressiva deve ser colocado um suporte firme sob as costas do paciente. Uma tábua que se estenda dos ombros até a cintura e por toda a largura da cama, fornece um ótimo suporte. A largura da tábua é especialmente importante para evitar perda de força de compressão, por conta do afundamento do colchão, quando o tórax é comprimido.

 

CONTROLE DE VIAS AÉREAS

 

Cânula Orofaríngea de Guedel: Equipamento introduzido na boca, por trás da língua, abaixa-se a língua com um abaixador e então, coloca-se a cânula oral posterior à língua, não deve empurrar a língua para trás, pois deste modo obstruí as vias aéreas ao invés de desimpedi-las. No paciente consciente esta técnica induz a engasgo, vômitos e aspiração. Outro modo é introduzir a cânula de cabeça para baixo, até encontrar o palato mole, quando a cânula é submetida a uma rotação de 180 graus, a concavidade é dirigida em sentido caudal, e a cânula é deslizada para dentro, por sobre a língua. Este método é contra indicado em crianças, pois a rotação pode quebrar algum dente.

 

Cânula Nasofaringe: Um tipo de material introduzido em uma das narinas e posicionado na orofaringe posterior. Deve ser bem lubrificada e, então, introduzida naquela narina que aparentemente não esteja obstruída, encontrando obstáculo durante a introdução o procedimento deve ser interrompido. É a cânula de escolha para os pacientes conscientes por não causar engasgo, e ainda poderá servir de guia para uma sonda nasotraqueal principalmente nos politraumatizados com fratura de face.

 

Equipamento de Intubação: Endotraqueal A intubação endotraqueal é o procedimento que consiste em colocar um tubo na traquéia quando a pessoa pára de respirar ou não está respirando adequadamente. O tubo permite que o equipamento de respiração artificial assuma a tarefa de respirar pelo paciente. A embalagem inclui tubos de diferentes tamanhos e um laringoscópio, uma luz especial com uma peça achatada de metal que levanta a língua para que o tubo possa ser colocado na traquéia;

 

Laringoscópio: É um instrumento utilizado para o exame da laringe. Existem diversos tamanhos e formatos que servem a propósitos diferentes. Na intubação endotraqueal o laringoscópio é utilizado para obter-se uma exposição adequada das cordas vocais facilitando a introdução de um tubo orotraqueal que é utilizado para ventilar o paciente.

 

Tubo Endotraqueal (6,0 a 9,0): Procedimento de suporte avançado de vida onde o médico, com a ajuda de um laringoscópio, visualiza a laringe e através dele introduz um tubo na traquéia (tubo endotraqueal). Tal tubo será utilizado para auxiliar a ventilar o paciente, pois possibilita que seja instituída a ventilação mecânica, ou seja, a ventilação dos pulmões (respiração) através do uso de aparelhos. Guia para intubação traqueal: Os estiletes guias semi-rígidos foram desenvolvidos com a finalidade de auxiliar a intubação sob laringoscopia direta, ao direcionarem o Tubo para a traquéia. Fixador Para uma rápida e segura estabilização de cânulas proporcionando um posicionamento seguro do tubo endotraqueal após intubação oral.

 

Cânula Endotraqueal (6,0 a 9,0): Este procedimento é feito no centro cirúrgico ou na própria Unidade de Terapia Intensiva, através de uma pequena incisão sob anestesia geral no meio do pescoço. Após a abertura da traquéia, uma cânula de traqueostomia é introduzida e conectada ao aparelho de ventilação. Na ponta da cânula tem um balão que é insuflado para que o ar injetado pelo aparelho siga obrigatoriamente seu trajeto até os pulmões, evitando vazamento ao redor da cânula.

 

Sonda de Aspiração Traqueal: É indicada a pacientes impossibilitados de eliminar as secreções ou pacientes intubados ou ainda traqueostomizados. Consiste em retirar a secreção traqueobrônquica e orofaríngea através de uma sonda ligada a um aparelho de sucção manual ou de máquina elétrica. A aspiração traqueal pode ser efetuada por via oral ou nasal, sendo a oral a mais frequentemente executada, porque o acesso é mais fácil e permite o uso de sondas com calibres maiores.

OBS: Pacientes politraumatizados, com sinais de fratura de base de crânio e traumas de face, não podem ter a cavidade oral aspirada com cânula flexível devido ao risco desta cânula fazer um percurso indevido ou aspirar conteúdo cerebral, nesse caso utiliza-se o bico rígido 

 

Sonda Nasogástrica: A passagem de sonda gastrointestinal é a inserção de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca ou nariz para: descomprimir o estômago e remover gás e líquidos; diagnosticar a motilidade intestinal; administrar medicamentos e alimentos; tratar uma obstrução ou um local com sangramento; obter conteúdo gástrico para análise.

 

 

ACESSO VASCULAR E CONTROLE CIRCULÁTORIO

 

Cateter Intravascular Periférico (Jelco 12 á 24): Cateter periférico de uso único, descartável confeccionado em Polímero radiopaco, indicado em terapia intravenosa periférica de permanência até 72 horas na veia. É um procedimento que exige do profissional competência, bem como habilidade psicomotora, representa um procedimento invasivo, considerando que o cateter provoca o rompimento da proteção natural e conseqüentemente acarreta a comunicação do sistema venoso com o meio externo, sendo risco iminente de infecção.

 

Cateteres das veias centrais (Intracath): Os cateteres são tubos pequenos colocados nas grandes veias centrais próximas ao coração, para que líquidos e medicamentos possam chegar rapidamente aos órgãos importantes.

 

Equipo de Soro Espécie de mangueira aderida ao paciente e ao soro. Existem vários tipos de Equipo, entre eles os principais que podem conter no carrinho são: – Equipo comum: conecta o soro ao paciente, através do jelco ou butterfly; – Equipo com saída lateral: tem a mesma finalidade do anterior, contudo a saída lateral possibilita a administração de medicamentos por outra via, além do soro;

 

Equipo tipo bomba de infusão: permite a infusão medicamentosa, com maior precisão; Equipo tipo micro-gotas: provido de um recipiente de cerca de 100 a 150 ml, esse equipamento administra micro-gotas de medicamento em tempo adequado. É mais utilizado no antibiótico-terapia e na dosagem do Bicarbonato de Sódio, quando em frasco de 250 ml.

 

Agulha Haste metálica ou plástica com um orifício que vai de uma extremidade a outra, para passagem de fluido. A espessura (calibre) é consoante a viscosidade do fluido e o calibre da veia/artéria que se quer alcançar. Existem outras duas formas de uso alem da intravenosa, que são subcutânea e intramuscular. As mais utilizadas são: 25 x 07; 30 x 08; ou 07, e 40 x 12 sendo esta última mais utilizada para aspiração do fármaco.

 

Soro Fisiológico Solução isotônica em relação aos líquidos corporais que contem 0,9%, em massa, de Nacl em água destilada, ou seja, cada 100 mL da solução aquosa contém 0,9 gramas do sal. 100 mL de soro fisiológico contem 0, 354 gramas de Na+ e 0, 546 gramas de Cl-, com ph = 6,0. 4.7

 

Soro Glicosado Solução isotônica em relação ao sangue, que contém 5%, em massa, de glicose (C6 H12 O6) em água destilada, ou seja, cada 100 mL de soro glicosado contém 05 gramas de glicose. A glicose é uma fonte de energia que é facilmente absorvido pelas células. Água Destilada Água que foi obtida através da destilação (condensação do vapor de água obtido pela ebulição ou pela evaporação) de água não pura que contém outras substâncias dissolvidas. Usado como diluente de alguns fármacos

 

MEDICAMENTOS

Adrenalina, atropina, aminofilina, ancoron, bicarbonato de sódio, cedilanide, dilacoron, fenergan, solucortef, glicose 25 e 50%, gluconato de cálcio, propanolol, isordil, lasix, nitroprussiato de sódio, noradrenalina, dopamina, dobutamina, streptoquinase, seloken, procamide, protamina, xilocaína

 

Drogas cardíacas Durante uma parada cardíaca, algumas drogas potentes são necessárias para fazer com que o coração recomece a bater ou volte para um ritmo mais estável.

As arritmias graves mais comuns durante uma parada cardíaca são: “Fibrilação ventricular – as contrações do ventrículo (cavidade principal do coração) são incapazes de promover o bombeamento do sangue;

 

“Bradicardia – ritmos variados que fazem com que o coração bata tão devagar que não bombeie sangue suficiente. Junto com as manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), os medicamentos favorecem o restabelecimento da circulação espontânea. Contribuem, também, para a regularização do ritmo cardíaco e são utilizados para a manutenção de um funcionamento satisfatório do sistema cardiorrespiratório. Alterações eletrocardiográficas podem e devem ser observadas pela equipe de enfermagem.

 

SULFATO DE EPINEFRINA (Adrenalina)

A adrenalina é um Hormônio secretado pelas glândulas supra-renais. Quando lançada na corrente sanguínea, devido a condições do meio ambiente que ameaçam a integridade física do corpo, é responsável pelo aumento da frequencia dos batimentos cardíacos e o volume de sangue por batimentos cardíacos. Aumenta o nível de açúcar no sangue, minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos enquanto maximiza o fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e queima a gordura contida nas células adiposas.

 

Utilizada em todos os casos de Parada Cardiorrespiratória. Seu efeito vasoconstritor periférico intenso aumenta a pressão na aorta, melhorando o fluxo coronariano e cerebral. Apresentação: ampola 01mg / 1 ml. Quando: A dose recomendada é de na Fibrilação ventricular, na taquicardia ventricular sem pulso, na Assistolia, na atividade elétrica sem pulso e, às vezes, na Bradicardia. Como: Deve ser usada em 01mg EV em bolus, a cada 3 a 5 min. enquanto durar a PCR. O inicio do efeito por via Intravenosa é imediato. Por que: Aumenta a pressão de perfusão. Atenção: Doses elevadas, acima das preconizadas ou em esquemas crescentes estão associadas à maior recuperação de circulação espontânea, mas não à alta hospitalar.

 

Cuidado de Enfermagem: Monitorizar a função respiratória e cardíaca, esta preferivelmente através do Eletrocardiograma, aferir os sinais vitais. Em caso de hipotensão a pressão dever ser controlada até sua estabilização. A droga deve ser protegida da luz e de altas temperaturas, não deve ser utilizada em caso de turvação.

 

SULFATO DE ATROPINA

Atua bloqueando o efeito do nódulo sinoatrial, o que aumenta a condução através do nódulo atrioventricular e consequentemente o batimento cardíaco. No estômago e intestino pode ser usado como agente antiespasmódico para os distúrbios gastrintestinais e tratamento da úlcera péptica. Atropina reduz sua função secretória. Em doses mínimas, a atropina inibe a atividade das glândulas sudoríparas e a pele torna-se seca e quente. A transpiração pode ser inibida a ponto de aumentar a temperatura corpórea, porém este efeito é notável apenas depois da utilização de doses altas, ou sob temperaturas ambientes elevadas. Nos lactentes e nas crianças, doses moderadas dos pode causar febre atropínica. Apresentação: variável; ampolas de 0,25 mg/1ml (0,5 e 1mg, na dependência do serviço).

 

Quando: Assistolia, Atividade Elétrica Sem Pulso com ritmos bradicárdicos (FC 50% basal, dose máxima de 17 mg/kg ter sido administrada. Manutenção – 1 a 4 mg/min. Por que: Reduz condução atrial, ventricular e no sistema de His-Purkinge. Diminui a automaticidade. Atenção: Reduzir a dose de manutenção em insuficiência hepática e renal. Contra-indicações: lúpus eritematoso sistêmico; pacientes com reação de sensibilidade à procaína ou outros anestésicos à base de ésteres; QT prolongado. Interação medicamentosa amiodarona (metabolismo hepático), lidocaína (depressão SNC) e colinérgicos (precipita crises miastênicas em pacientes com Miastenia Gravis).

 

Cuidado de Enfermagem: Assim como no uso do sulfato de quinidina, verificar se o paciente com Flutter atrial ou Fibrilação foi digitalizado antes de iniciar a droga, o inicio da resposta deve ser monitorizado e os pacientes com disfunção renal ou hepática reduzir a dose. A procainamida tem o inicio do efeito a partir de 1 a 3 horas e sua eliminação e de 6 a 8 horas.

 

VASOPRESSINA:

A vasopressina, ou hormônio antidiurético, é um hormônio peptídeo que é sintetizado nos núcleos supraórticos e para ventriculares do hipotálamo e transportado para a hipófise posterior, onde é armazenado. É liberada na circulação por estímulo da osmolalidade aumentada do protoplasma ou como uma resposta baroreflexa a diminuições do volume ou pressões sanguíneos. Os efeitos da vasopressina foram semelhantes aos da epinefrina no tratamento da Fibrilação ventricular e atividade elétrica sem pulso, porém a vasopressina foi superior à epinefrina nos pacientes com Assistolia. A vasopressina seguida pela epinefrina pode ser mais efetiva do que a epinefrina isolada no tratamento de parada cardíaca refratária. Apresentação: ampola/frasco  Concentração/Dosagem 20 U/ML; Forma Solução injetável ampola/frasco, ampola/seringa preenchida. Prazo de validade mínimo de 12 meses; via SC/EV/IM. Quando: Fibrilação Ventricular /Taquicardia Ventricular sem pulso. Como: 40 UI EV em bolus uma única vez. Por que: Aumenta a pressão de perfusão. Atenção: Devido a sua duração prolongada, pode ser utilizada em uma única dose. Mesmos cuidados requeridos para adrenalina. Conferir caixa de entubação e carro de parada-cardíaca

 

ADENOSINA

 Nucleosídeo endógeno, presente em todas as células do organismo, com efeitos farmacológicos como: vasodilatação coronariana e atividade adrenérgica; redução do tempo de condução através do nódulo atrioventricular; possível interrupção da atividade reentrante através do nódulo AV e restauração do ritmo sinusal nas indicações abaixo. Meia-vida é estimada como inferior a 10 segundos; é metabolizada à inosina e adenosina monofosfato (AMP). Tem ação direta, portanto, sua atividade e metabolismo não são afetados pelas funções renais ou hepáticas.

 

Na Unidade Hospitalar preferivelmente na Unidade de Terapia Intensiva, é utilizada por via endovenosa para reversão de taquiarritmias com QRS estreito ou como agente farmacológico para causar estresse em determinados exames complementares. Apresentação: 03 mg/ml, 2 ampolas de 2 ml. Quando: Conversão da taquicardia supraventricular paroxística, incluindo a associação com Wolf-Parkinson-White. Auxiliar em testes cardíacos onde a adenosina substitui o stress. Como: 01 ampola em “bolus” IV. A aplicação pode ser repetida com intervalo de 01 a 02 minutos. Dose máxima 12 mg (meia vida de 10 segundos).

 

JUNTO AO CARRINHO:
Tábua de compressão torácica
Desfibrilador 
Monitor 

1ª GAVETA 
Medicamentos mais utilizados em situações de emergências clínicas.

Para diluição: 
– ABD Ampola com 5ml;
– ABD Ampola com 10ml;
– Cloreto de sódio – ampola de 10ml a 20%. 

Aminofilina – Ampola de 10 ml com 240mg (24mg/ml).
Ação:
Dilatação dos brônquios e dos vasos pulmonares, através do relaxamento da musculatura lisa;
Dilatação das artérias coronárias e aumento do débito cardíaco e da diurese;
Estímulo do centro respiratório. 
Diluir em SF 0,9% ou SG 5%.
Administração intravenosa lenta (10 a 20 min.).
Não misturar ou infundir no mesmo acesso venoso:
Adrenalina, cálcio, dobutamina, dopamina, Fenitoína, Prometazina, meperidina, morfina, cefalosporinas em geral. 

Atropina
Ampola de 1 ml com 0,5mg.
Ação:
Parassimpaticolítico: aumenta a freqüência cardíaca;
Broncodilatação;
Midríase;
Redução de salivação;
Antídoto na intoxicação por organofosforados.
Dose máxima em adultos: 2mg/dose.
Administração intravenosa: Pode ser feita sem diluir e em bolus rápido.
Administração endotraqueal: diluir para 3 a 5ml em soro fisiológico.

Bicarbonato de sódio
Ampola de 10ml a 8,4%.
Indicação:
Acidose metabólica;
Hipercalemia;
Hipermagnesemia;
Intoxicações por antidepressivos tricíclicos, cocaína ou bloqueadores dos canais de cálcio.
Na emergência:
Diluir a ampola a 1:1 com ABD e administrar a dose em, no mínimo, 2 minutos, direto na veia.
Fora das emergências:
Correr em 1-2 horas em bomba de infusão.
Lavar o acesso venoso com 3 a 5ml de SF imediatamente antes e imediatamente depois da administração em bolus.
Acesso venoso exclusivo.

Cloreto de potássio (KCl)‏
Ampola de 10 ml a 10%.
Indicação:
Reposição e prevenção de deficiência.
Deve ser diluído antes de administrar.

Diazepam
Ampola de 1 ml com 10 mg;
Ampola de 2 ml com 10 mg.
Ação:
Sedativo de ação longa (sem efeito analgésico);
Ansiolítico;
Anticonvulsivante;
Miorelaxante esquelético.
bolus ou EV contínua;
Não administrar IM;
Não misturar com nenhuma droga na mesma seringa;
Na infusão contínua, trocar a solução de 4/4h;
Não infundir junto com adrenalina, bicarbonato, dexametasona, dobutamina, Fentanil, furosemida, Heparina, hidrocortisona, Isoproterenol, lidocaína, meperidina, vitaminas.
EV: ter material de suporte ventilatório.

Dopamina / Revivan
Ampola de 10 ml com 50mg (5mg/ml).
Catecolamina endógena;
Ação:
Inotrópica;
Vasoconstritora sistêmica (pressora em doses altas);
Vasodilatadora renal (em doses baixas).
Geralmente usada diluindo-se uma ampola de 10ml com 5mg/ml em 240ml de SGI.
Paciente de 60 kg: infusão de 60 gotas/minuto = 180 ml/hora.
Pode ser misturada na mesma solução com dobutamina, adrenalina, noradrenalina, lidocaína, vecurônio ou atracurônio.
Não infundir junto com bicarbonato.

Epinefrina / Adrenalina
Ampola 1mg/1ml.
Ação:
Inotrópico (aumenta a contratilidade miocárdica);
Cronotrópico (aumenta a freqüência cardíaca);
Aumenta a resistência vascular periférica;
Aumenta a PA (melhorando a perfusão coronariana).
EV: 1 ampola por dose a cada 3 minutos.
Preferencialmente em veia central em acesso exclusivo;
Não associar com bicarbonato na mesma via.

Hidantal / Fenitoína sódica
Ampola de 5ml a 5% (50mg/ml).
Ação:
Anticonvulsivante;
Antiarrítmico.
Não infundir junto com glicose, amicacina, aminofilina, bicarbonato, dobutamina, cálcio, Heparina, hidrocortisona, lidocaína, morfina.
Diluir em SF para 1 a 10mg/ml para evitar flebite;
Infundir em 20 a 30 minutos;
Após a infusão, lavar equipo e cateter com SF;
Usar em 1 hora após diluição.

Amiodarona / Ancoron
Ampola de 3 ml com 150mg (50mg/ml).
Ação:
Antiarrítmico.
EV: preferir fazer em bolus direto, lento (5 minutos), e evitar correr em equipo (devido a liberação de substância tóxica em contato com plásticos).
Não misturar ou infundir no mesmo acesso:
Aminofilina, Bicarbonato de sódio, cefazolina, cloreto de sódio e Heparina.

Fentanil
Frasco de 10 ml com 0,0785 mg/ml.
Ação:
Analgésico opióides 100 vezes mais potente que a morfina.
EV: bolus, Lento (3 minutos). Injeção muito rápida pode provocar rigidez torácica e muscular, broncoconstrição ou laringoespasmo.
Não misturar na mesma seringa ou na mesma linha com fenobarbital ou pentobarbital.

Gardenal / Fenobarbital
Ampola de 01 ml com 200mg.
Indicação:
Profilaxia e tratamento das crises crônicas generalizadas, crises parciais simples.
EV: infusão lenta (1mg/kg/min.);
Diluir em qualquer tipo de soro.
Verificar se a apresentação é para uso EV.

Furosemida / Lasix
Ampola de 2ml com 20mg (10mg/ml).
Diurético de alça.
Indicações:
ICC;
Hipertensão;
Hipervolemia;
Edema por insuficiência renal.
EV sem diluir ou diluída a 1mg/ml.
Não misturar com cálcio, cefalosporinas, dopamina, dobutamina, hidrocortisona, gentamicina, Midazolan, morfina.

Prometazina / Fenergan
Ampola de 2 ml com 50mg. 
Ação:
Anti-histamínico H1 com ação antialérgica, antivertiginoso, antiemético e sedativo hipnótico;
Uso EV: infundir sem diluir em 3 minutos sem deixar extravasar (necrose de subcutâneo). Injeção acidental em artéria causa lesão grave na extremidade.

Cedilanide / Lanatosídeo C 
Ampola de 2 ml (0,2 mg/ml).
Digitálico de ação curta;
Uso EV.

Sulfato de magnésio
Ampola de 10ml a 50%.
Anticonvulsivante;
Uso EV ou IM.

Hidrocortisona / solucortef
Frasco-ampola com 500mg + diluente (2ml).
Ação:
Glicocorticóide. Usado na asma grave, reposição hormonal na insuficiência supra-renal e doenças inflamatórias;
Uso EV;
Não se esquecer de realizar desinfecção na tampa com fricções de álcool 70%.

Heparina / Liquemine
Frasco 5 ml;
Ampola de 0,25ml com 500UI.
Anticoagulante;
Uso subcutâneo: recomenda-se não aspirar e não massagear o local da aplicação para evitar trauma do tecido.

Midazolan / Dormonid
Ampola de 3 ml com 15mg.
Ampola de 1 ml com 5mg. 
Agente indutor do sono, sedativo e anticonvulsivante;
Uso EV contínua (bomba de infusão) ou bolus lento em 2 a 3 min.; pode ser IM quando o paciente estiver sem acesso venoso.

Haldol / Haloperidol
Ampola de 1ml com 5mg.
Antipsicótico, neuroléptico incisivo;
Uso IM ou EV lenta.

Adalat / Nifedipina
Cápsula sublingual 10mg
Anti-hipertensivo e antiarrítmico;
Uso sublingual: Deve-se furar a cápsula, colocar na boca e morder devagar para expelir o conteúdo, deixá-la debaixo da língua e depois engolir. 

Isordil
Cápsula sublingual 10mg.
Vasodilatador coronariano;
Uso sublingual: não mastigar.

Gluconato de cálcio
Frasco-ampola com 10ml a 10% (100mg/ml).
Na parada cardiorrespiratória tem importância secundária e deve ser usado só nos casos com hipocalcemia.
Uso EV por bolus: deve ser lenta no máximo de 0,5ml/min;
Não deve ser infundido ou diluído com bicarbonato, pois precipita. Lavar com soro fisiológico a via antes e depois de se infundir;
Se infiltrar provoca esclerose da veia e necrose tecidual.

Glicose hipertônica
Ampola de 20 ml a 50%.
A glicose é importante na reanimação e nas emergências como choque, parada cardíaca, coma e insuficiência respiratória grave e durante convulsões;
É preferencial que seja realizada uma glicemia capilar antes de se administrar a glicose.
Uso EV por bolus: diluir a glicose em igual volume de ABD;
O uso de soluções acima de 25% em bolus ou de 12,5% em infusão contínua por tempo prolongado pode levar a esclerose e trombose de veias.

Cloridrato de lidocaína / Xilocaína
Anestésico local.
Antiarrítmico.

2ª GAVETA

Agulhas 25 x 7 
Agulhas 40 x 12 
Jelco nº 20 
Jelco nº 18 
Jelco nº 22 
Cateteres Subclávia nº 16 
Equipo Macrogotas 
Equipo Microgotas 
Sonda Uretral nº 8 
Sonda Uretral nº 12 
Sonda Uretral nº 16 
Sonda Nasogástrica nº 12 
Sonda Nasogástrica nº 16 
Lâmina de Bisturi
Náilon 3,0 com agulha 
Scalp nº 19 
Scalp nº 21 
Scalp nº 23 
Seringa 1 ml 
Seringa 3 ml
Seringa 5 ml 
Seringa 10 ml 
Seringa 20 ml 
Three Way 
Xilocaína Geléia

3ª GAVETA

Bicarbonato de Sódio 5% 
Eletrodos
Luvas Cirúrgicas nº 7,5 
Luvas Cirúrgicas nº 8,0 
Soro Glicosado 5% 250ml 
Soro Glicosado 5% 500ml 
Soro Fisiológico 0,9% 250ml 
Soro Fisiológico 0,9% 500ml 
Tubo nº 7,0 
Tubo nº 7,5 
Tubo nº 8,0 
Tubo nº 8,5 
Tubo nº 9,0 

4ª GAVETA

Ambu
Cânula de Guedel
Guia de tubo
Lâmina para Laringo (Nº 2, 3 e 4)‏
Laringoscópio
Látex 
Máscara de Hudson
Óculos Protetor
Umidificador

 

ARRITIMAS CARDIACAS

 

Taquicardia ventricular sem Pulso – contração rápida do ventrículo que produz fluxo sanguíneo insuficiente;

Assistolia – ausência total de atividade elétrica e, portanto, de contrações cardíacas;

Atividade elétrica sem pulso (AESP) – há atividade elétrica no coração, mas com contrações inadequadas;

 

CONSIDERAÇOES FINAIS

O Enfermeiro é o profissional que permanece maior tempo na assistência ao paciente, e assim, passa a ser detentor de quase totalidade das informações; ser organizador do ambiente do cuidado; ser o guardião das normas e rotinas institucionais; ser o organizador da assistência; elemento de referência, mediador das situações de conflito. O enfermeiro passa a ser o administrador global da assistência. Tornando-se, portanto de sua extrema responsabilidade a conferência e controle de todo material. Como já pode ser observado o carrinho de emergência é um de matérias de maior importância dentro da unidade hospitalar, pois é através dele que estaremos cumprindo nosso dever de prestar à clientela uma assistência de enfermagem livre dos riscos decorrentes de imperícia negligência e imprudência. Protegendo o cliente contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde, pois fica difícil num momento de desespero para salvar uma vida em risco de morte conferir a validade e existência do medicamento.

 

Portanto, um carrinho revisado e atualizado é atendimento bem feito e organizado, nunca se esquecer de respaldar de forma formal sua conferência através de protocolos ou até mesmo lacres com numeração de controle evitando que o carrinho de emergência torne – se um material facilitador. Assim, espera-se que os profissionais prestem um atendimento eficiente, com domínio de técnicas, sistematizado e uniforme a todos os que dele necessitem. Nestas condições é imprescindível que a enfermagem esteja atenta para as anotações, que são atividades que devem fazer parte da assistência de enfermagem e são normalizadas pela instituição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3 responses to this post.

  1. Posted by Veronica on 8 de julho de 2012 at 10:59

    UFA!!!!!!!!! é mta coisa né?

    Responder

  2. Posted by Karen Cristina on 10 de agosto de 2016 at 12:58

    gostaria muito de ter o restante da matéria como outras patologias e cuidados,tudo para auxiliar de enfermagem .É possível ?

    Responder

    • Oi karen obrigada. Pode deixar vou fazer o que me pediu. A diferença que estará relacionado mais à pediatria. Faz muito tempo que não dou aula,e sou enfermeira especialista em neo e trabalho em UTI PEDIATRICA, tá tudo bem pra você? Patologias pediatricas? E clínica médica monto o questionário que você precisar.

      Responder

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