HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO À MÃE INTENSIVISTA


OBJETIVO

Caracterizar o perfil materno em Unidade de Terapia Infantil. Para refletir sobre o Atendimento Humanizado oferecido a esse público, com base nos fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) E Ministério Público.

METODOLOGIA

Sendo desenvolvido, em um primeiro momento através de observação aos diferentes tipos de mães e em um segundo momento em situações reais, que surgem no setor de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. E a partir daí realizou-se pesquisa utilizando ferramentas virtuais: Revistas Online, Blogs, em que mães dão depoimentos em entrevistas sobre a entrada e permanência de seus filhos à unidade, sejam após o nascimento ou por alguma patologia adquirida, a fim de apoiar outras mães na mesma situação. Consulta nas Diretrizes do Sistema Único de Saúde, Política Nacional de Humanização do Sus. Surge então, a escassez de artigos relacionados ao perfil desse público, já que o foco é restabelecer a saúde da criança.

INTRODUÇÃO

A importância desse estudo está na necessidade em analisar o perfil materno beneficiando, o tratamento para uma criança em situação crítica de saúde.Traçando um paralelo de comunicação entre profissionais e familiares, o tema especificado é de grande relevância, visto que, tem o intuito de abordar o acolhimento a um público emocionalmente desestruturado. O atendimento atual é desafiador para qualquer profissional, a caracterização da população atendida é de suma importância para criar estratégias de atendimento pensando no acolhimento como um todo: profissionais, pacientes e familiares.

Visando analisar as ideias centrais do Ministério da Saúde sobre a assistência. Partindo do pressuposto:

Inciso III, do art. 5º da Lei Nº 8.080, de 19-09-1990, do Sistema Único de Saúde, que trata sobre os objetivos e atribuições do SUS. Que são dar assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, realizar ações assistenciais  e atividades preventivas aos indivíduos.

Evidentemente, que cumprindo essa lei, contribui-se para uma qualidade de vida melhor a todos. Alguns comportamentos maternos podem estigar a reflexão sobre o porquê de suas ações, repensar no atendimento a esse tipo de situações, que surgem em uma UTI Infantil. Observando o aspecto dessas mães podemos traçar um plano de atendimento humanizado e individualizado com o intuito de amenizar os seus sofrimentos, auxiliando no tratamento da criança. A infirmação em todos os perfis é primordial é a ferramenta de maior uso na comunicação e de maior importância para humanizar o ambiente hospitalar.

Embora o SUS obtivesse conquistas importantes, ainda não conseguiu resolver a maior parte dos problemas de saúde da população, sendo dois dos principais: a dificuldade de acesso aos serviços e o mau relacionamento com os profissionais da área. Com a finalidade de dar suporte ao atendimento do SUS, em maio de 2000, o Ministério da Saúde regulamentou o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAN) que objetivava promover uma nova cultura no atendimento baseada, principalmente em um melhor relacionamento entre todos os atores envolvidos (Cap. VI). A proposta de atenção à saúde da população no período 2004 – 2007, contida no Plano Nacional do Ministério, fornece a referência de quais medidas e grupos populacionais são priorizados para resolver os principais problemas do sistema. Seguindo esse princípio têm-se a necessidade de analisar que perfil populacional é esse e qual seu benefício. Para estabelecer estratégias para treinamento multiprofissional de atendimento a mães intensivistas, já que elas fazem parte dessa equipe de recuperação de saúde de seu filho.

A caracterização deve retratar como a mãe se apresenta nos aspectos emocional, social e físico, de acordo com seu comportamento individualizado. Salienta-se que o roteiro descrito é uma sugestão para nortear o registro facilitando uma sequência de ideias, que retratará uma opinião observacional de comportamentos. Perfil de mães observadas: Leiga, Instruída,  Idosa, Menor de Idade, Presente, Ausente. Pontuando registros observados têm-se:

Mãe Leiga: Alheia ao assunto não consegue acompanhar as informações fornecidas. Um perfil, que precisa ser orientado, conduzido de forma que possa auxiliar a equipe multiprofissional no tratamento médico.

Mãe Instruída: Esse perfil materno vem cheio de informação auxiliando a equipe no processo do tratamento ou não, por questionar pontos essenciais e muitas vezes não cooperando com o tratamento. Precisando aí estratégias específicas para orientação e direcionamento da situação.

Mãe Idosa: Mãe ansiosa, insegura precisa de apoio prático e psicológico.

Mãe Menor de Idade: Orientá-la e prepará-la para cuidar do seu filho, em frente sua imaturidade e inexperiência diante de tão pouca idade.

Mãe Ausente: Assim, podemos dizer que, a ausência é um fator para tal, não significando, necessariamente, que esteja de fato. Resgatar essa mãe é de suma importância.

Considerando o exposto é interessante trabalhar esse conceito, gerando reflexões acerca de quais aspectos podem garantir estratégias específicas a cada perfil. No decorrer do processo ficará cada vez mais claro que, o atendimento humanizado mostra-se como um aspecto mais relevante. Informar, sensibilizar o ser humano para a importância da mudança de atitude e de comportamento para uma melhor oferta de qualidade de atendimento respeitoso é de suma importância. partindo do pressuposto da Política Nacional de Humanização.

¨Princípios da Política de Humanização

  1. Respeito à diversidade de linguagens, crenças e valores.
  2. Respeito à subjetividade e à dignidade.
  3. Respeito ao diálogo, à livre expressão de opiniões e à escolha informada.
  4. Construção da Universalidade do direito ao atendimento, com qualidade e eficiência do acolhimento.
  5.  Construção da equidade de condições para a igualdade de resultados.
  6. Construção da autonomia e do protagonismo.
  7. Construção da grupalidade e da interdisciplinaridade na prática dos conhecimentos e das intervenções.
  8. Construção da participação social e da gestão participativa ¨.

 

Como estratégia de acolhimento, que consiste em receber, orientar e ouvir com, atenção essa mãe. Assim, há um rompimento de barreiras entre profissionais, usuários e serviços de saúde. Mãe bem informada é mãe calma, cooperativa diminuindo o estresse de seu filho, profissionais e de si própria.

Segundo Broca e Ferreira os profissionais se deparam com o problema da comunicação interferindo na continuidade, qualidade e na dinâmica da prática da assistência. Vindo de encontro com a proposta do trabalho em conhecer e caracterizar esse público, para um atendimento humanamente respeitoso. Morais e Costa confirmam essa proposta, quado dizem em seu trabalho, que surge a necessidade de refletir a respeito da relevância da comunicação no processo do cuidar humanizado.

A assistência centrada nas necessidades da criança  deve ser baseada não apenas em procedimentos e normas pré-estabelecidas, mas na valorização da individualidade, visto que o ser humano possui características específicas, que devem ser respeitadas e valorizadas.

Na declaração de Fabiana Santos no blog tudosobreminhamae, ela diz: ¨Só que dentro da rotina de uma UTI Neonatal acontece tanta coisa, que a gente precisa superar esse primeiro choque e buscar se fortalecer para as outras batalhas que virão… Eu sei também que a gente olha para os médicos e enfermeiros, tão acostumados com esse ambiente, e gostaria de ter deles uma atenção redobrada. A gente se sente tão sobrecarregado que só enxerga a própria história. Mas com o tempo a gente vai aprendendo que existem outras crianças em volta, casos mais graves¨.

Um projeto de orientação e treinamento buscando estimular o comprometimento de todos os envolvidos a um acolhimento de senso comum solucionando problemas interfere nessa qualidade das ações na unidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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